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claudio humberto
17.Fevereiro.2018

Duplo crime

O assalto ao comandante da Polícia Militar, além de expor ao ridículo a segurança de Alagoas, flagrou o coronel usando, como seu, o carro oficial levado pelos bandidos. A lei costuma chamar isso de improbidade administrativa.


Com o seu dinheiro

Depois de levarem R$1,7 bilhão, tomados de assalto do contribuinte para bancar campanhas, partidos políticos pularam de alegria com a decisão do TSE de liberar mais R$888 milhões para as eleições.


Punição do mensageiro

Alguns juízes não entendem que é tão absurdo tirar o Whatsapp do ar, por não informar o conteúdo de mensagens, quanto punir os Correios por não informar a polícia sobre o conteúdo de uma carta, por exemplo.


7 partidos podem dar adeus

Chegam ao fim, este ano, os mandatos dos senadores Pastor Bel (PRTB-MA), Eduardo Lopes (PRB-RJ), Hélio José (Pros-DF), Pedro Chaves (PSC-MS), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Cristovam Buarque (PPS-DF) e Vanessa Grazziontin (PCdoB-AM) e, com eles, a presença desses partidos. Se não forem reeleitos, essas siglas desaparecerão do Senado. PDT e PR podem virar partidos com um único senador.


Sem grandes problemas

Representante único da Rede no Senado, Randolfe Rodrigues lidera as pesquisas, no Amapá. É o único caso entre partidos de um senador só.


Isolamento

Carlos Siqueira, está cada vez mais isolado no comando do PSB. A bancada do partido na Câmara continua alinhada ao PT de Lula e Dilma, mas o resto do partido está cada vez mais nos braços do PSDB.


O adeus do PCdoB

O PCdoB deve sumir do Senado a partir de 2019. Única representante do partido que virou um puxadinho do PT, a senadora Vanessa Grazziotin (AM) não deve ser reeleita, segundo pesquisas recentes.


Grana (muito) fácil

O fim do imposto sindical obrigatório pôs fim à festa da pelegada que faturava alto sem trabalhar. Em 2017, com o imposto a pleno vapor, o sindicato dos professores do DF embolsou R$ 33 milhões sem suar.


Vida nova

Sem obrigatoriedade de doar o equivalente a um dia do trabalho a sindicatos, trabalhadores ganham mais: terão R$4 bilhões do imposto sindical (que agora não é obrigatório) para fazer o que quiserem.


Juramento violado

Ao defender que se ignore a Ficha Limpa em benefício de Lula, Renan Calheiros (MDB-AL), que no Senado apoiou a lei, junta-se àqueles que ignoram o juramento dos senadores no ato de posse.


PIB cresce

A Associação das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais elevou a previsão de crescimento do PIB brasileiro para 2018, de 2,8% a 2,9%. Já o governo, aposta um pouco mais, 3%.


Espancador embaraça o Itamaraty

Diplomata acusado por agressão e até estupro de mulheres, e que se queixa por não ter sido beneficiado nas promoções da carreira, Renato de Ávila continua impune, mas obteve da Justiça Federal uma decisão inusitada: a suspensão das promoções por merecimento no Ministério das Relações Exteriores. Renato exultou no Twitter, ontem, lembrando que foi ele quem representou junto ao Ministério Público Federal.


Agressão e estupro

Em dezembro, ex-namorada disse ter sido várias vezes agredida e estuprada por Renato. O Sindicato dos Diplomatas o repudiou.


Agressão em Caracas

Certa vez, Renato foi suspenso por 18 dias pelo Itamaraty por agredir um técnico de som, na embaixada do Brasil em Caracas.


Impunidade diplomática

O diplomata foi acusado de ameaças e maus-tratos a uma funcionária do Instituto Brasil-Venezuela. O Itamaraty apenas o retirou de Caracas.


Mão protetora

O Itamaraty também o retirou de Assunção, em 2007, após acusação de espancar a namorada, parente da chanceler paraguaia Leila Rachid.


Partidos já levam R$ 65 milhões

O Fundo Partidário, que deve distribuir R$780 milhões este ano, já rendeu aos partidos R$64,5 milhões apenas em janeiro. O PT de Lula continua a ser o maior beneficiado: faturou R$8,2 milhões em apenas um mês, seguido pelo PSDB do senador Aécio Neves: R$7,11 milhões. Para piorar, o Congresso aprovou a reforma política, em 2017, criando o “fundo eleitoral” que vai dar aos partidos ao menos R$1,7 bilhão.


Sangria no nosso bolso

De 2007 a 2017, os partidos levaram R$4 bilhões do fundo partidário. E agora vão dividir cerca R$2 bilhões extraídos do bolso do contribuinte.



:: Poder sem pudor


Perdidos na noite

Logo nos primeiros dias como presidente, João Goulart chamou o assessor de imprensa, Raul Ryff, meteu-se num Fusca e saiu dirigindo na noite da desconhecida Brasília, com suas avenidas largas e superquadras estranhas. De repente se deparou com um caminhão, frente a frente. Estava na contramão. O caminhoneiro gritou:

- Amigo, não sou daqui. Como faço para chegar no final da Asa Norte?

Jango olhou para Ryff e, divertido, desculpou-se:

- Ih, rapaz, não sei. É que eu também não sou daqui!...

E foi embora, às gargalhadas.




Coluna do jornalista Cláudio Humberto, do Diário do Poder

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