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10.Julho.2021

MPF expõe "vida bandida" do sec. de segurança

mauricio barbosa


da Bahia durante os dois governos de Jaques Wagner e a maior parte dos dois de Rui Costa (PT), Maurício Barbosa. Ele afirma que o secretário atuou para proteger os acusados envolvidos no esquema de fraude com terras no oeste baiano e recebeu pagamento generoso por esse "trabalho".

O conteúdo consta na denúncia assinada pela procuradora Lindôra Maria Araújo no dia 2 de julho. Segundo o MPF, Barbosa manipulou as apurações das operações Oeste Legal e Immobilis, enquanto usava outra operação, a Fake News, para intimidar adversários do grupo.

A quadrilha, segundo o MPF, era liderada por Adailton Maturino e protegida por Barbosa. O ex-secretário, policial federal de carreira, foi cedido ao governo da Bahia em 2007, na gestão de Wagner, nomeado superintendente de inteligência e depois, em 2011, secretário de Segurança.

Crimes comprovados

Para os promotores, está mais que provado o envolvimento de Maurício Barbosa com os membros da quadrilha que envolveu o Tribunal de Justiça da Bahia, assim como sua atuação na proteção de criminosos do grupo usando a SSP-BA.

"Maurício impedia e atrapalhava a investigação das Operações Oeste Legal e Immobilis com a participação da desembargadora Maria do Socorro”, detalha a procuradora, numa referência à ex-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, Maria do Socorro Barreto Santiago.

Além dela, o ex-presidente da Corte, Gesivaldo Brito, usava Maurício para aproveitar os recursos da SSP-BA e do próprio TJ-BA, usando-os para impedir o avanço de investigações da Operação Faroeste, aberta com jurisdição do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Uma vítima foi o delegado Jorge Figueiredo, exonerado do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (Draco) após questionar a cúpula da SSP-BA sobre a ausência de interesse na operação Oeste Legal, que apurava apropriação indevida de terras.

Vida de milionário

De acordo com o MPF, o ex-secretário, “além de dar sustentação para que os atos de corrupção fossem praticados pela organização criminosa em benefício de terceiros, também auferiu vantagens ilícitas pessoalmente, possuindo patrimônio incompatível com a renda declarada”.

O MPF descobriu que o salário de Barbosa, misteriosamente, foi suficiente para comprar imóveis em Salvador e uma mansão num condomínio de luxo de Costa do Sauípe, duas BMW (uma X6 e uma 320i), seis armas , sendo três Glock 112, entre outros bens.

Titular da SSP-BA por quase uma década, Barbosa é apontado como o controlador de "grampos" ilegais, que a desembargadora Sandra Inês Rusciolelli chamava de “grampologia”. A análise do celular de Barbosa mostrou que ele ainda comandava duas empresas de segurança privada.

Sociedades ilegais

Ele é citado como sócio de uma empresa com o coronel da reserva da PM Humberto Sturaro, “em absoluta desconformidade as normativas militares”, conforme destaca o MPF na denúncia junto ao STJ. Outra parceria era com Cyro Raimundo Freitas Neto .

Superintendência de Gestão Prisional da Secretaria da Administração Penitenciária, Cyro era sócio de Barbosa na CDI Segurança Privada e foi exonerado depois que o parceiro pediu exoneração do cargo, já denunciado pelo MPF. O governador Rui Costa relutava em removê-lo mesmo depois da denúncia.

O Ministério Público Federal destaca uma tentativa de Barbosa de tentar “se proteger de eventual colaboração premiada”. Segundo a denúncia, ele enviou um ofício para a Procuradoria-Geral da República questionando acordos que poderiam implicará-lo.


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1.Junho.2021

Nova estrada não duplica nem resolve o problema

nova estrada


do alto fluxo de veículos entre Itabuna e Ilhéus. A obra anunciada pelo estado não duplica a Rodovia Jorge Amado e cria um novo problema, gerando um congestionamento constante no Banco da Vitória, onde a nova estrada, que será de mão única na direção do litoral, termina.

O prefeito de Itabuna, Augusto Castro, que é da base do governador, disse que a nova rodovia "ligando os maiores municípios do sul da Bahia", "realiza esse sonho de várias décadas da população sulbaiana". Mas a nova estrada não liga as duas cidades, parando bem antes.

Também não é o "sonho de várias décadas". Este era a duplicação real da estrada, da saída de Itabuna até a chegada em Ilhéus. O projeto também previa uma ligação da BR-101 até o começo da nova pista, além de saídas essenciais para o futuro Porto Sul e o litoral sul.

Não tem o essencial

Na altura do Banco da Vitória, onde a estrada estadual vai terminar, o projeto previa uma pista ligando diretamente à zona norte, outra à zona sul, desafogando o tráfego, principalmente no verão, quando milhares de carros têm que entrar na cidade para seguir até as praias.

A estrada estadual não tem nada disso. Ela aproveita uma estrada de terra que já existe entre os dois pontos. Não prevê ligação alguma ao Porto Sul, como no projeto original, tornando-a uma obra inútil para o sul da Bahia se o Governo Federal não intervir e construir o restante do original.

A nova estrada, além de não resolver o problema, custará R$ 40 milhóes a mais que a do projeto original, um mistério que deveria ser investigado pelo Ministério Público. Ao fazer uma meia obra com dinheiro estadual, o governo baiano evita ser fiscalizado pelo TCU.

Mentiras oficiais

O anúncio da obra está cheio de mentiras. "A rodovia vai ser importante para o desenvolvimento econômico do Litoral Sul baiano, porque facilitará a ligação da região com o Oeste, Meio Oeste e Extremo Sul do estado". A nova estrada não tem ligação sequer com a BR-101.

"Em Ilhéus, o escoamento da produção de grãos em direção ao Porto de Malhado será beneficiado com a implantação da via". As carretas de grãos vêm pela estrada de Uruçuca. Se mudarem para a nova estadual, vão congestionar o Banco da Vitória. E não existe ligação com a BR-101.

O estado diz que a estrada vai facilitar "o transporte de produtos agrícolas e do minério da região de Brumado em direção ao Porto Sul, que será construído em breve". Esta é a maior mentira, já que todo o transporte será feito pela Ferrovia de Integração Oeste/Leste.

Por fim, o anúncio do estado diz que a estrada "vai proporcionar melhoria no deslocamento entre as duas cidades", algo improvável, devido ao gargalo que será formado em Banco da Vitória. Outra falácia é a de que facilita o acesso às praias, como apontou o Jornal das Sete, da rádio Morena FM.

Todos os motoristas terão que entrar em Ilhéus do mesmo jeito que fazem hoje, além de enfrentar o afunilamento no Banco da Vitória. Sem ligar as duas cidade, sem ligação com a BR-101, nem saídas para as zonas norte e sul do litoral, a nova estrada é uma obra cara e inútil.


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