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10.Julho.2021

Praga como a vassoura, Monilíase chega ao Brasil

moniliase


pelo Acre e passa a ser uma enorme preocupação para os técnicos da Ceplac no sul da Bahia, onde esta doença é temida desde os anos 70. Apesar de mais de 50 anos sabendo de sua periculosidade para o cacau, o orgão não produziu pesquisas nem um plano para combatê-la, caso chegasse. Chegou.

Um foco da praga Moniliophthora roreri, a "monilíase do cacaueiro", foi detectado não em uma fazenda, mas em uma área residencial de Cruzeiro do Sul, interior do Acre. A confirmação veio do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Goiânia.

As amostras foram coletadas no local pela equipe do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal, depois que ele foi acionado por um cidadão que observou os sintomas da doença e lembrou das campanhas institucionais sobre seu efeito no cacau e no cupuaçu.

Ações de contingência

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) está adotando medidas de contingência, em conjunto com outras instituições de Sanidade Vegetal e de pesquisa. Equipes do governo vão ao local para monitorar a praga e delimitar a área afetada.

Elas devem adotar ações de contenção e erradicação, visando evitar a disseminação para as áreas cultivadas de cacau e cupuaçu no país. Porém, não existe um plano definido de como isto deve ser feito. O temor é uma repetição dos erros cometidos na chegada da vassoura-de-bruxa.

Na época, sem ter a menor noção de como controlar e combater a doença, a Ceplac adotou uma solução drástica, incendiando a fazenda afetada. Mesmo "matando o paciente", a doença se espalhou e causou a maior crise da história da lavoura cacaueira.

Como é a monilíase

A monilíase é uma doença que afeta plantas do gênero Theobroma, como o cacau (Theobroma cacao L.) e o cupuaçu (Theobroma grandiflorum), causando perdas na produção e uma elevação nos custos, devido à necessidade de medidas adicionais de manejo e aplicação de fungicidas.

“Esta é uma doença que atinge somente as plantas hospedeiras, sem risco para os humanos, Apesar do foco estar distante das regiões produtoras, é de fundamental importância a notificação imediata de quaisquer suspeitas", diz a coordenadora-geral de Proteção de Plantas, Graciane de Castro.

Na América do Sul, a praga já se encontra presente no Equador, Colômbia, Venezuela, Bolívia e Peru. “Tanto os estados da região fronteiriça do norte quanto os principais produtores encontram-se sob prevenção e vigilância permanente, realizadas pelo Mapa e órgãos estaduais”.

Entradas monitoradas

Mesmo durante a pandemia de covid-19, as equipes de vigilância e educação fitossanitária relativas à praga permaneceram em campo. Em 2020, foram feitos 1.600 monitoramentos preventivos no Amazonas, Acre, Amapá, Roraima, Rondônia, Pará, Bahia e Espírito Santo.

As ações de investigação e de contingência estão previstas no Plano Nacional de Prevenção e Vigilância de Moniliophthora roreri. Em uma matéria do jornal A Região de junho de 2019, Graciane alertava para a vulnerabilidade das fronteiras.

Ela citou como possíveis pontos de entrada da monilíase Letícia, na Colômbia; Tabatinga e Benjamin Constant, por trânsito fluvial; a fronteira seca entre Roraima e Santa Helena (Venezuela) via Pacaraima; a fronteira do Acre com o Peru via fluvial, pelos rios Ucayali e Breu.

Mais a tríplice fronteira do Acre com Peru e Bolívia, cortada pela rodovia BR-317. Este último ponto de entrada era considerado como de altíssimo risco, devido ao trânsito intenso de passageiros e cargas por via rodoviária, por isso recebe atenção especial.


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1.Junho.2021

Nova estrada não duplica nem resolve o problema

nova estrada


do alto fluxo de veículos entre Itabuna e Ilhéus. A obra anunciada pelo estado não duplica a Rodovia Jorge Amado e cria um novo problema, gerando um congestionamento constante no Banco da Vitória, onde a nova estrada, que será de mão única na direção do litoral, termina.

O prefeito de Itabuna, Augusto Castro, que é da base do governador, disse que a nova rodovia "ligando os maiores municípios do sul da Bahia", "realiza esse sonho de várias décadas da população sulbaiana". Mas a nova estrada não liga as duas cidades, parando bem antes.

Também não é o "sonho de várias décadas". Este era a duplicação real da estrada, da saída de Itabuna até a chegada em Ilhéus. O projeto também previa uma ligação da BR-101 até o começo da nova pista, além de saídas essenciais para o futuro Porto Sul e o litoral sul.

Não tem o essencial

Na altura do Banco da Vitória, onde a estrada estadual vai terminar, o projeto previa uma pista ligando diretamente à zona norte, outra à zona sul, desafogando o tráfego, principalmente no verão, quando milhares de carros têm que entrar na cidade para seguir até as praias.

A estrada estadual não tem nada disso. Ela aproveita uma estrada de terra que já existe entre os dois pontos. Não prevê ligação alguma ao Porto Sul, como no projeto original, tornando-a uma obra inútil para o sul da Bahia se o Governo Federal não intervir e construir o restante do original.

A nova estrada, além de não resolver o problema, custará R$ 40 milhóes a mais que a do projeto original, um mistério que deveria ser investigado pelo Ministério Público. Ao fazer uma meia obra com dinheiro estadual, o governo baiano evita ser fiscalizado pelo TCU.

Mentiras oficiais

O anúncio da obra está cheio de mentiras. "A rodovia vai ser importante para o desenvolvimento econômico do Litoral Sul baiano, porque facilitará a ligação da região com o Oeste, Meio Oeste e Extremo Sul do estado". A nova estrada não tem ligação sequer com a BR-101.

"Em Ilhéus, o escoamento da produção de grãos em direção ao Porto de Malhado será beneficiado com a implantação da via". As carretas de grãos vêm pela estrada de Uruçuca. Se mudarem para a nova estadual, vão congestionar o Banco da Vitória. E não existe ligação com a BR-101.

O estado diz que a estrada vai facilitar "o transporte de produtos agrícolas e do minério da região de Brumado em direção ao Porto Sul, que será construído em breve". Esta é a maior mentira, já que todo o transporte será feito pela Ferrovia de Integração Oeste/Leste.

Por fim, o anúncio do estado diz que a estrada "vai proporcionar melhoria no deslocamento entre as duas cidades", algo improvável, devido ao gargalo que será formado em Banco da Vitória. Outra falácia é a de que facilita o acesso às praias, como apontou o Jornal das Sete, da rádio Morena FM.

Todos os motoristas terão que entrar em Ilhéus do mesmo jeito que fazem hoje, além de enfrentar o afunilamento no Banco da Vitória. Sem ligar as duas cidade, sem ligação com a BR-101, nem saídas para as zonas norte e sul do litoral, a nova estrada é uma obra cara e inútil.


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