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29.Maio.2021

Ilhéus perde empregos na hotelaria e alimentação

ilheus


- os setores mais afetados pelas medidas restritivas do governo estadual, como a suspensão de voos e transporte intermunicipal em 2020, o confinamento noturno, a proibição de venda de bebidas no fim de semana, o isolamento das praias no verão, entre outras.

Além de todo tipo de empregado de pousadas, hotéis, bares, restaurantes, cabanas de praia e agências de turismo, o desemprego em abril, em Ilhéus, também foi maior entre os ajudantes de obras, pedreiros e outros operários da construção, segundo levantamento do Jornal das Sete, da rádio Morena FM.

No outro lado da moeda, os novos empregos foram ocupados basicamente por pessoas com curso superior completo, em funções como auxiliar de enfermagem; ou analfabeto, como trabalhador rural. A faixa dos que conseguiram uma vaga ficou entre 30 e 39 anos ou acima de 65.

Em abril Ilhéus fechou com saldo negativo de 63 postos de trabalho. O setor que mais fechou vagas foi o comércio (-49), seguido da construção (-24) e serviços (-5). O único com bom desempenho foi a agropecuária, gerando 14 vagas. A indústria só abriu uma. No ano, o saldo é de 347.

Itabuna ruim na manutenção

Em Itabuna, quem mais viu o desemprego chegar foram as pessoas que trabalham com manutenção industrial e de máquinas, reflexo da queda na produção industrial na cidade. Já os empregos foram para quem tinha ensino médio completo e fundamental incompleto.

A faixa de idade ficou entre 18 e 24 anos, e a maioria das vagas foram abertas na manutenção de edifícios, recepção, telemarketing e auxílio em escritório. Em Itabuna, a construção criou 37 vagas, seguda da indústria (28), comércio (4) e serviços (1). O agro ficou no zero.

Itabuna acumula um saldo em 2021 de 404 postos de trabalho, com um diferencial importante. Enquanto a geração de empregos está numa forte tendência de queda, a de Itabuna está mais equilibrada e pode ter um saldo maior em maio.

Bahia perdeu na hotelaria

Quem mais perdeu empregos na Bahia em abril foram as pessoas que trabalhavam em hotelaria e alimentação, ou eram fiscais e cobradores de ônibus. Por outro lado, a maioria das vagas abertas foram para quem tinha ensino médio completo ou superior completo, de 18 a 24, e de 30 a 39 anos.

As funções com disponibilidade de vagas foram as de serviços administrativos, como escriturários e atendentes; ajudante de obras, em especial para alvenariua e concretagem; motoristas de caminhão e montagem de estruturas metálicas.

A Bahia teve um saldo menor que o de março, com 9.207 novos postos de trabalho em abril e um acumulado no ano de 52.362. O melhor setor foi serviços, criando 4.761 empregos, seguindo da agropecuária com 1.568, o comércio com 1.203, a indústria com 879 e a construção com 796.


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27.Março.2021

Pandemia muda o mercado de trabalho

trabalho


e as expectativas para o setor, afetado pelas medidas de contenção do vírus desde que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2).

De uma hora para outra, os países tiveram de adotar medidas de restrição e impor o isolamento social à população, a fim de frear o avanço do vírus. As pessoas foram obrigadas a permanecer em casa e sair apenas para realizar atividades essenciais, como fazer compras e ir ao hospital. E a máscara, item que não fazia parte do nosso dia a dia, passou a nos acompanhar em todos os lugares.

Devido à necessidade de se evitar aglomerações, as lojas tiveram de fechar as portas por tempo indeterminado, afetando seriamente o setor de comércio e serviços e acarretando em prejuízos inimagináveis. Até a famosa Rua 25 de março, na capital paulista, sempre lotada, ficou vazia, assim como shoppings em todo o país.

Só foi permitido o funcionamento de serviços considerados indispensáveis, como farmácias e supermercados. E restaurantes só puderam atender os clientes através do sistema de delivery. Neste cenário de recessão global, o número de demissões teve alta.

Ajuda não foi suficiente

Aqui, no Brasil, nem mesmo o pacote de ajuda do governo para as empresas foi suficiente para evitar a taxa recorde de desemprego: entre maio e junho do ano passado, o país registrou uma alta de 35,9%. Vale mencionar que o setor de comércio e serviços era o que mais empregava e, consequentemente, o que mais demitiu no período da pandemia.

Em vista desta situação, as pessoas têm buscado alternativas para se recolocar no mercado de trabalho. Há quem voltou a estudar – começou a aprender um novo idioma ou iniciou uma pós-graduação, por exemplo – e também quem decidiu mudar totalmente os rumos da carreira, se baseando em um teste vocacional e de olho nas oportunidades que podem surgir no pós-pandemia.

Uma pesquisa feita pelo instituto McKinsey prevê que mais de cem milhões de pessoas podem mudar de emprego até 2030. Com a chegada da vacina e o avanço da imunização contra a Covid-19, a expectativa é de que o mercado de trabalho volte a contratar.

A tendência é de que os novos padrões de consumo impostos pela pandemia permaneçam e sejam incorporados de vez pelo setor de comércio e serviços, que vai exigir mão de obra qualificada para as novas funções. Assim como as empresas tiveram de se adaptar aos novos tempos com uma boa dose de inovação e criatividade, os profissionais em busca de recolocação também o farão.


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