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claudio humberto
11.Setembro.2021

Recuo de Bolsonaro esvazia crise institucional

Do tipo que consulta apenas os próprios botões, o presidente Jair Bolsonaro percebeu no dia seguinte que se excedera nos discursos desastrosos de 7 de Setembro. Aquilo ficou martelando na consciência até que pegou o telefone, pelas 23h de quarta (8), logo ele, que dorme cedo, e recorreu outra vez a um dos poucos políticos que respeita: Michel Temer. Ali começou a nascer a “Declaração à Nação” que apagou o fogo na Praça dos Três Poderes e esvaziou a crise institucional.


Minuta na mão

Político habilidoso, mestre do relacionamento e avesso a confrontos, o ex-presidente já desembarcou em Brasília com a minuta da “Declaração”. O texto representou a reversão total de expectativas e até fez parecer as reações no STF e TSE tão excessivas quanto seus discursos do Dia 7.


Pacificação necessária

Quando telefonou a Temer, na noite de quarta (8), Bolsonaro ouviu que era necessário “pacificar o País”. Na sequência, o presidente gravou uma mensagem aos caminhoneiros pedindo o fim da greve.


Quem chora

Enquanto a maioria adorou a nota pacificadora de Jair Bolsonaro, os que sonham com a cadeira presidencial apenas lamentaram. A iniciativa pode dificultar muito aqueles que integram a chamada “terceira via”, em 2022.


Recorde na Defesa

A indústria de Defesa brasileira bateu recorde nas exportações: apenas até agosto o setor registrou US$1,35 bilhão em vendas, maior resultado da História, e expectativa é de que atinja US$2 bilhões até o fim do ano.


Temperança faz bem

Em momentos, nesta quarta (8), o presidente do STF, ministro Luiz Fux, mostrou-se irritado, indignado mesmo, enquanto lia seu discurso. Fez lembrar o ministro aposentado Marco Aurélio, que mais cedo, havia recomendado a ele “temperança, equilíbrio, auto-contenção”.


Brasil amado lá fora

Estes dias, a brasileira do canal de Youtube “Israel com Aline” saiu às ruas de Jerusalém enrolada em uma bandeira do Brasil, para saber o que os israelenses pensam do País. Só ouviu palavras de encantamento.


Patrulha fascista

A patrulha intolerante atacou o craque Lucas Moura, por haver publicado foto da bandeira do Brasil e as palavras “liberdade e independência”. Ele vive na Europa há anos, hoje joga pelo Totteham, de Londres. Sofreu um linchamento nas redes sociais por haver homenageado seu próprio País.


Novo Código ameniza e anula crimes eleitorais

O texto de 898 artigos do novo Código Eleitoral afrouxa as regras de fiscalização, controle e moralidade eleitoral. “Se um partido receber R$100 milhões e tiver R$20 milhões de incompatibilidade, não terá conta rejeitada, “de acordo com o deputado Kim Kataguiri (DEM-SP). Muitas vezes, tem mau uso milionário e vai receber multa de apenas R$ 30 mil", exemplificou.


Comprou, levou

Joenia Wapichana (Rede-RR), como os colegas, também questionara dispositivos que flexibilizam até mesmo a punição para compra de votos. "O parlamentar só pode ser cassado se a compra de votos for com uso de violência” diz Wapichana, que vê o processo eleitora fragilizado.


Ato mudo

O “grito dos excluídos”, há anos aparelhado pelo PT e seus puxadinhos, no dia 7, em Brasília e na maioria do País, fez jus, no máximo, a um cochicho, talvez sussurro.


Surpresa

Surpreendeu os analistas a quantidade de manifestantes na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Extraoficialmente a polícia estimou em quase 500 mil o número de apoiadores de Bolsonaro, fazendo da manifestação uma das maiores da História da Capital.


Cascateiros militantes

Durante semanas difundiram a mentira de que haveria “violência” nas manifestações do dia 7, mas nada houve. Em Brasília, com mais de 400 mil na Esplanada dos Ministérios, não se registrou qualquer ocorrência.


Mourão não é opção

No íntimo, opositores torcem para que nada aconteça a Bolsonaro, pois temem o vice Hamilton Mourão, que, embora carente de votos, é estrategista muito mais frio e intelectualmente mais preparado.


Pensando bem...

...melhor colocar milhões nas ruas do que nos bolsos.


Mordendo a isca

Os bolsonaristas adoraram a reação do ministro Alexandre de Moraes, expondo-se ao mandar prender até quem fala mal dele em mesa de bar.


Pernas curtas

Enquanto ativistas brasileiros da área de Direitos Humanos na ONU, em Genebra, só divulgam mentiras sobre o Brasil, na OMS o diretor-geral Tedros Adhanom é só elogios sobre a vacinação brasileira.


Melhora inegável

As quedas constantes de casos e mortes por covid desde abril fizeram o Brasil despencar também no ranking semanal do Worldometer. O País aparece em 46º nas mortes proporcionais à população e 102º nos casos.



:: Poder sem pudor


Clodovil de avental

O saudoso deputado Clodovil Hernandes (PTC-SP), campeão nas urnas e na alta costura, certa vez se preparava para exibir seus talentos culinários em um programa da deputada Íris Araújo (MDB-GO), exibido na tevê em Goiás.

Um jornalista perguntou o que ele iria cozinhar. Clodovil olhou para um lado e para outro, e segredou, para depois explodir numa gargalhada: “Jiló...”


# Coluna do jornalista Cláudio Humberto, do Diário do Poder

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