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claudio humberto
10.Outubro.2026

PL não faz questão da presidir a Câmara

Para não gerar ruídos na campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência, o PL fez chegar aos aliados que não tem nome definido para a presidência da Câmara, hoje ocupada por Hugo Motta, que terá dificuldades para se reeleger. No Republicanos de Motta, a prioridade é sua recondução, mas o partido não topa o “abraço de afogados”: prefere manter o posto a se inviabilizar para proteger o Motta. Não por acaso, Marcos Pereira (SP), presidente da sigla, passou a ser cogitado. Mas ainda não prosperou.


Deu errado

Além de virar governista, Motta declarou voto em Lula (PT) na tentativa fracassada de eleger o pai senador na Paraíba. Desfeita não se esquece. Deputados que se elegeram à sombra de Bolsonaro defendem outro nome, Pedro Lupion (Rep-PR), deputado que é líder do agronegócio.


Não dá

Pode virar tiro no pé a “estratégia” de Lula fazer o que nunca fez: gravar vídeos em celular insultando o adversário. É que, de acordo com pesquisa qualitativa citada pela jornalista Thais Heredia na CNN, os brasileiros já não aguentam mais ouvir a voz e a verborragia presidencial.


Só notícia ruim

Hugo Motta vem sendo criticado por não honrar a liturgia do cargo. Além das suspeitas envolvendo sua ligação ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ele também se encontrava com o Careca do INSS em casas de amigos.


Mercado gostou muito

Após a derrota de Lula, o otimismo tomou conta da B3, a Bolsa do Brasil, que subiu mais de 7% desde sexta 2. Pesquisas sempre favoráveis ao petista desanimavam investidores, que agora assumem atitude positiva.


Militontos

A campanha de Lula já gastou mais de R$65,6 milhões comprando apoio de influenciadores à reeleição do petista. Agora caçam “voluntários” para fazerem o mesmo, mas de graça. A turma quer grana adiantada.


Petistas se estranham e culpam Lula

A lavação da roupa suja está de vaca não reconhecer bezerro no governo, por isso o PT chegou a censurar até mesmo o discurso do próprio Lula, na quarta. Com o hábito de terceirizar responsabilidades, Lula apontava o dedo para Edinho Silva, presidente nacional, reclamando da desorganização da sua campanha, quando a transmissão da reunião pelo canal do PT no Youtube foi abruptamente interrompida. Lula não escapa das críticas internas, que o apontam o único culpado pelo fiasco.


Soberba derrota

“Ele achava que nada ameaçava a reeleição, a ficha só caiu quando viu na TV que estava perdendo”, diz um dirigente ligado a Edinho Silva. “Vai herdar votos da Tebet?”, ironiza outro, para quem Lula não articulou candidaturas de outros partidos que tirassem votos do adversário.


Tá com moral

O nome com mais força no PL para ser o candidato do partido a presidente do Senado é o de Rogério Marinho (RN), que coordena a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto. É o favorito.


Pesou o clima

Deu uma azedada na relação de Janja e Kátia Abreu (PT-TO). A ex-senadora sugeriu “menos Janja” na campanha de reeleição de Lula. A primeira-dama ficou sabendo e não gostou.


Sem descanso

Injustamente envolvido em escândalo sexual, Alfredo Gaspar (PL) teve o processo arquivado no STF. Diz o candidato a vice de Flávio que vai “buscar punição e a prisão dos parlamentares criminosos”.


Lulistas do STF 'não aceitam' indulto

Flávio Bolsonaro (PL) talvez tenha de esperar o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para devolver o próprio pai à liberdade. Ministros “lulistas” apostam no enfrentamento. Eles juram a interlocutores que se Flávio for eleito e indultar Jair Bolsonaro, isso seria rejeitado pela Corte. A alegação é a “jurisprudência”: o STF anulou o perdão a Daniel Silveira, apesar de a Constituição conferir ao presidente a prerrogativa de concedê-lo, e reiterou isso no caso do 8 de Janeiro.


Já foi dito

Quando não se ousava contestar Alexandre de Moraes, outros ministros que achavam imperdoáveis supostos crimes do 8/Jan mudaram de ideia. Para Moraes não há anistia em “crime contra o Estado Democrático de Direito”, mas ministros já avaliam que essa acusação não se sustenta.


Não é bem assim

Certamente foram gestos pós-eleitorais, mas juristas acham quase cosméticas as decisões de Alexandre de Moraes sobre Débora do Batom, reduzindo em duzentos dias a pena cruel e desproporcional de 14 anos, e sobre jornalistas exilados, que continuam na mira do ministro.


PT quer trocar o povo

O líder do Partido da Causa Operária (PCO), Rui Pimenta, foi certeiro ao analisar a avaliação petista sobre a derrota de Lula, no primeiro turno: “Balanço eleitoral do PT é de que é preciso trocar o povo”.


Novos amigos...

Apesar do apoio declarado e mãos dadas no palanque no Goiás, apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) não esquecem das postagens do perfil de Ronaldo Caiado, nos dias antes da eleição, chamando o candidato do PL de mentiroso, com imagem do senador como pinóquio.


Espeto de pau

Romeu Zema (Novo) perdeu em casa. O ex-governador de Minas Gerais terminou em sexto no estado, com 0,82% dos votos. Perdeu para Flávio Bolsonaro (PL), 48,24%; Lula (PT), 43,33%; Augusto Cury (Avante), 3,42%, Renan Santos (Missão), 2,06%; e Ronaldo Caiado (PSD), 1,92%.


Marqueteiros do PT já não se entendem

Foi de ressaca a segunda-feira (5) pós-eleição no QG da campanha de Lula, com resultado nas urnas bem diferente do esperado. O petista convocou duas reuniões no Palácio da Alvorada, uma no início da tarde, com o chamado “núcleo duro” da campanha, e outra geral, por volta das 17h, com políticos eleitos e não eleitos. A coluna ouviu de partícipes das reuniões que Lula ainda “está no salto” e são pelo menos dois grupos que trocam acusações e o fardo da culpa: o da comunicação e o político.


Dormiu no ponto

As críticas estão no timing do anúncio de benesses, como bolsa família, veto às bets, e o modelo de comunicação por podcast, sem entrevistas. Nos dois lados há críticas a Lula, que insistiu em discurso sobre “legado” e de pouco apelo, tipo soberania e terras raras, e a militância de Janja.


Pesquisas erraram feio

Foi de mais de 4,3 milhões a diferença de votos entre André do Prado (PL), o segundo colocado para o Senado em São Paulo, para a terceira, Simone Tebet (PSB), que institutos de pesquisas davam como eleita.


Comparação estrangeira

Na Flórida, estado americano com o maior número de brasileiros nos EUA, Flávio Bolsonaro (PL) teve 76,5% dos votos. Em Lisboa (Portugal), maior população brasileira na Europa, Lula venceu com 53,5%.


Só exemplo bom

Lula disse querer limitar que bancos emitam mais de um cartão de crédito por pessoa. Medida idêntica foi tomada... pela ditadura do Irã e pelo Banco Central de Vladimir Putin, na Rússia, após a invasão da Ucrânia, para “segurar” o endividamento nacional.


Quebrado

Para o senador Rogério Marinho (PL-RN), “Lula, o PT e o Judiciário quebraram a estabilidade do Brasil, e agora até outras nações estão em alerta por causa disso. Falta segurança. Falta segurança jurídica”, disse.



:: Poder sem pudor


Barriga cheia

Cezar Schirmer fazia sua campanha para vereador de Santa Maria (RS) pelo velho MDB, contando com a solidariedade de vários amigos. Um deles, Bayard Azevedo, era gordo, imensamente. Mas, bom orador, foi escalado para destacar as virtudes de Schirmer.

Pegou o microfone e atacou com uma frase de efeito: “Os ricos estão cada vez mais ricos, os pobres cada vez mais pobres! O povo passa fome!”. Mal acabara de pronunciar a frase, um provocador gritou: “Gordo desse jeito, até que te encostaste bem...”


# Coluna do jornalista Cláudio Humberto, do Diário do Poder

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