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claudio humberto
24.Julho.2021

Recriar ministério do Trabalho é retrocesso

É um triste retrocesso, do ponto de vista da gestão pública, a decisão do presidente Jair Bolsonaro de recriar o Ministério do Trabalho, mesmo com nova denominação, Ministério do Emprego. Invenção demagógica do ditador Getúlio Vargas para acomodar políticos do PTB e cooptar sindicalistas loucos por sinecuras, ao ser extinto existia apenas para divulgar o Caged, números de empregos com carteira assinada. Tomara que o próximo retrocesso não seja o da recriação do imposto sindical.


Tudo outra vez?

Entregue pelo PT ao PDT, o Ministério virou alvo da Polícia Federal, que estancou a vigarice de venda de autorizações para criação de sindicatos.


Em SC, Bolsonaro soma 52% contra 24,2% de Lula

Levantamento do Paraná Pesquisas em Santa Catarina mostra que não tem para ninguém: 52% dos eleitores apoiam a reeleição do presidente Jair Bolsonaro, contra 24,2% que preferem Lula, do PT. Em 3º lugar, Ciro Gomes (PDT) aparece com 3,5%, seguido do ex-ministro Luiz Mandetta (DEM), que soma 2,8%. Já o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), que ganhou notoriedade ao se declarar gay, em recente entrevista na TV, soma 2% das preferências dos vizinhos catarinenses.


Achou pouco

Com 24,2% das intenções de voto em 2022 contra 52% de Bolsonaro, entre os catarinenses, Lula tem todos os motivos para se preocupar, mas foi Bolsonaro quem não gostou dos números. Acha que tem bem mais.


Fator surpresa

Bolsonaro surpreendeu os inimigos, que o consideravam “morto”, ao definir a divisão do Ministério da Economia, abrindo portas para reforçar sua base de apoio no Congresso. Esqueceram que ele tem a caneta.


Não é para roubar

Escândalos de corrupção à parte, o “presidencialismo de coalizão” tem sido a única receita de estabilidade política conhecida no Brasil. Mas não é uma “licença para roubar”, como foi entendida nos governos do PT.


Estranho, é

Multiplicam-se, no Rio e São Paulo, casos de vacinados não registrados no ConecteSUS, do Ministério da Saúde, sobretudo a 2ª dose. Suspeita-se de subnotificação proposital, para manter baixo o total de imunizados.


Receita de recesso

Mudam os governos e a história se repete. Fake news inspiram discursos políticos oportunistas e autoridades são chamadas a explicar fatos que não ocorreram. As manchetes são garantidas por vários dias, por quem as produz e pelos que as utilizam, e depois não se fala mais no assunto.


Rua da Amargura

Conselhos profissionais tipo CRM e Crea podem perder 94% de suas receitas, caso o Congresso aprove o fim da cobrança de mensalidades ou anuidades. Só a OAB-SP arrecadou R$304 milhões em 2017.


‘Semipresidencialismo’ esconde o ‘fundão’

Não passa de uma manobra marota para tirar de pauta o pornográfico aumento do fundão eleitoral, o “debate” sobre a implantação no Brasil de um regime jabuticaba, o “semipresidencialismo”. O tema foi plantado na imprensa por deputados ligados ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), responsáveis pela proposta que tunga R$5,7 bilhões do bolso dos brasileiros para financiar suas próprias campanhas eleitorais. Lira até admitiu discutir a ideia, mas implantá-la só depois da eleição de 2026.


Cortina de fumaça

A mudança de regime nunca foi projeto de Arthur Lira, mas ele não se opôs à cortina de fumaça para fazer o país esquecer o “fundão”. Semipresidencialismo era bandeira do ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia, que sonhava virar primeiro-ministro. Mas não tinha votos para isso.


Vacina invisível no Rio

Leitora do Rio tomou duas doses de Coronavac, no posto do Jóquei Clube, em 8 de abril e 3 de maio, mas no ConectaSUS a 2ª dose não foi registrada. Consta como não aplicada. No posto, dizem que o lote “não foi cadastrado”. Lote não cadastrado tem toda pinta de lote desviado.


Relações doentias

Como era de se esperar, já começou a romantização de traficante de favela do Rio que morreu trocando tiros com a polícia. Agora divulgam que a “santa” bandida pretendia voltar a frequentar igreja evangélica.


Abalo nas finanças

A provável aprovação da PEC 108/19 vai abalar a receita de conselhos, que muitas vezes cobram mensalidades para sustentar projetos políticos. Prevê o fim da obrigatoriedade de filiação a entidades como OAB. Hoje no Brasil cerca de 30 conselhos arrecadam mais de R$3 bilhões anuais.


Caroço no angu

A alegação de troca de celular e “perda” de registros de “pressões” pela Covaxin leva a duas linhas de investigação: os irmãos mentiram ou destruíram conteúdo que os comprometiam. Por isso a Polícia Federal (PF) considera necessário investigar o deputado Luiz Miranda (DEM-DF).


Pista do mau humor

A Imazon, que ontem divulgou relatório sobre “destruição da Amazônia”, era uma das ONGs “de elite” com acesso fácil a dinheiro público. Só em 2018, a Imazon recebeu R$25,6 milhões. A fonte secou no atual governo.


O sem-inquérito

Perseguido por facção criminosa nas eleições de 2020, o deputado Capitão Wagner (Pros-CE) ainda aguarda abertura de inquérito sobre o fato, pela Secretaria de Segurança do Ceará. Sentado, senão vai cansar.


Socialistas de notebook

Para esquerdistas que não largam seus notebooks da Apple, a loja do Partido da Causa Operária (PCO) oferece capas até por R$49. Há as opções das linhas “Che Guevara” e “Karl Marx”.


Ditadura decadente

Para ver a “excelência” dos hospitais e a vida dos cubanos sem comida e emprego é preciso ver no Netflix o documentário “Cuba e o cameraman”. A história de um cinegrafista simpático ao regime que volta ao país várias vezes, por 45 anos, seguindo alguns personagens. É de cortar coração.



:: Poder sem pudor


Insetos e política

Governador de São Paulo, Franco Montoro era conhecido pelas gafes, por confundir nomes e pessoas. Certa vez, em uma cerimônia no Palácio dos Bandeirantes, ele reconheceu um político do interior conhecido por Mosquito.

Simpático, abraçou o homem e, após os cumprimentos, ficou em silêncio. Não se lembrava do nome, nem do seu município. Perguntou: “Como está sua cidade, Formiga?”


# Coluna do jornalista Cláudio Humberto, do Diário do Poder

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