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21.Junho.2003

"O serviço de hemoterapia vai ser chamado hemocentro regional sul"

afirma o diretor-técnico do Banco de Sangue da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, o médico Brancildes Júnior. Para ele, o equipamento já deveria ter sido instalado na região há muito tempo, já que o governo do estado tem um estudo sobre o potencial da assistência médica oferecido pela região.
       Nessa entrevista, o doutor Brancildes Júnior também fala das campanhas de doação de sangue que serão realizadas em diversos municípios, cujo objetivo é eliminar o déficit de material coletado em Itabuna. O Banco de Sangue da Santa Casa de Misericórdia é responsável por até 900 transfusões de sangue por mês.

A Região - Quais os principais problemas enfrentados pelo Banco de Sangue de Itabuna?
Brancildes Júnior - Nossa maior dificuldade é atender a demanda regional, pois a procura é muito maior do que a oferta. Trabalhar nessa área é uma responsabilidade muito grande porque o sangue é uma matéria prima que não se fabrica, ela está com o ser humano, nós a qualificamos e devolvemos para as pessoas.

AR - O banco de sangue continua com dificuldade em conseguir doadores?
BJ - Não. Temos o orgulho em dizer que o itabunense é solidário, ele sempre está a disposição para ajudar ao próximo. O problema é que a demanda tem crescido bem acima das nossas expectativas.

AR - Qual a capacidade do Banco de Sangue de Itabuna?
BJ - Ele fornece material para todos os hospitais de Itabuna, ou seja, Calixto (Midlej Filho), Manoel Novais, Hospital de Base, Cotef, São Lucas e Ipepi. Também somos responsáveis pelo atendimento a hospitais localizados entre as regiões de Itapetinga e de Eunápolis.

AR - Isso significa sangue para quantos hospitais?
BJ - São mais de 20 hospitais, com milhares de pacientes que dependem do trabalho realizado no Banco de Sangue da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna. Fazemos uma média de 900 a 1.100 coletas de sangue por mês e, no mesmo período, atendemos até 900 pacientes que, em alguns casos, se não contassem com nossos serviços não teriam chance de viver.

AR - Qual a real necessidade de coleta do Banco de Sangue?
BJ - Uma média mensal de 1.200 doadores. Com esse total de pessoas doando daria para atender, com certa tranqüilidade, todos os hospitais do sul da Bahia mais alguns de outras regiões. Temos buscado caminhos para tentar eliminar esse déficit.

AR - Que caminhos são esses?
BJ - Sabendo que o número de doadores na cidade é insuficiente, vamos iniciar uma campanha de coleta de sangue em municípios como Coaraci, Almadina, Floresta Azul, Eunápolis, Ibicaraí, Itajuípe... A coleta será feita sempre em duas cidades de fora, além de Itabuna. Com isso, vamos ter um estoque de sangue para atender a demanda de todos os hospitais assistidos pelo Banco de Sangue da Santa Casa.

AR - Como será feito esse trabalho?
BJ - Estamos entrando em contato com as entidades e secretarias de saúde dos municípios beneficiados com a coleta realizada aqui e, em conjunto com a nossa equipe de captação, estamos marcando data para o início da campanha de doação. A cada período do mês a equipe do banco de sangue estará se deslocando para uma cidade diferente para fazer a coleta.

AR - Além de ajudar a salvar vidas, quais as vantagens para o doador?
BJ - A maior vantagem que o Ministério da Saúde procura passar para o doador é a de estar ajudando ao próximo. O MS não admite que o doador pense em outras vantagens porque aí haveria uma troca de favores. Isso não é bom porque vai aparecer todo tipo de gente para doar sangue, comprometendo a qualidade do material.

AR - A possibilidade de aparecer todo tipo de doador já não existe?
BJ - Quero explicar o seguinte: se eu chamar todo mundo para doar sangue, acaba doando quem não pode, quem não preenche os pré-requisitos. Por que isso não pode ocorrer? Porque existiria um alto risco de contaminação. Numa situação normal já lutamos diariamente contra a janela imunológica, ou seja, o período da infecção até o aparecimento da doença no corpo da pessoa. O procedimento evita qualquer tipo de contaminação.

AR - Mas existe hoje um alto risco de contaminação...
BJ - Não. Hoje o controle de qualidade do sangue começa na base, com quem doa, passando por diversas etapas, o que proporciona um alto grau de segurança.

AR - O que é necessário para uma pessoa se tornar doadora?
BJ - Segundo uma portaria do Ministério da Saúde, é necessário você ter entre 18 e 65 anos, pesar acima de 50 quilos e gozar de boa saúde.

AR - E essas informações de que o Banco de Sangue está sempre em dificuldades?
BJ - O único problema enfrentado hoje é com relação à demanda, que tem crescido numa proporção muito rápida.

AR - O que o senhor sabe sobre esses boatos da instalação de um hemocentro na região?
BJ - Esse equipamento já deveria ter sido instalado na região há muito tempo. O governo tem um estudo e sabe que aqui é o 3º centro médico da Bahia, um pólo de saúde, de ciências, por isso está mais que na hora de termos um homocentro. Ele tem que ser instalado em Itabuna. Pelo que tudo indica ela vai ser implantado aqui, com um hemo-núcleo em Ilhéus. O serviço de hemoterapia de Itabuna vai ser chamado Hemocentro Regional Sul, com a responsabilidade de atender a todas as pessoas que habitam no sul da Bahia, além dos moradores das regiões vizinhas.

AR - O que isso representa para a região?
BJ - Isso significa a capacitação de recursos humanos, aumento da produção de sangue e melhor controle de qualidade. Em resumo, será um serviço capaz de atender melhor a todos.

AR - Que apelo o senhor faz para que a população continue doando sangue?
BJ - Gostaria de chamar a atenção da comunidade de que o serviço de hemoterapia, o banco de sangue, existe como processo intermediário. A matéria prima está com as pessoas. Nós só temos a capacidade de qualificar e devolver o sangue à população. Se não houver a oferta não tem como suprir a demanda. A comunidade não pode esperar da gente o resultado final, pois este só existe quando há oferta da matéria prima. Também alertamos que a venda de sangue é crime - essa determinação está na Lei n.10.205, que regulamenta a transfusão de sangue no país.

 

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